Freguesia de São João Baptista

 

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CAPELA DE SÃO JOÃO BAPTISTA

 

A crença e a devoção religiosas da população cristã, naquele que viria a ser um populoso bairro do Entroncamento, era já bastante forte nos princípios do século XVII, pois nessa altura edificou-se nos Casais das Vaginhas a Capela de São João Baptista. 

Construída com o produto das esmolas dos seus moradores e de outros devotos, esta capela criou um atractivo para a fixação de mão-de-obra que afluía para os trabalhos agrícolas da Quinta da Cardiga. Este facto e a circunstância de se encontrar perto da estrada que naquele tempo conduzia de Lisboa a Coimbra e posteriormente no entroncamento das estradas da Golegã, Torres Novas e Barquinha, fizeram desta Capela e do primitivo poço existente no seu adro (actual Chafariz) como que um pequeno oásis na transição da Charneca arenosa dos montados do Sul do Tejo para a planície de cereais e hortas a Norte do mesmo rio. A Capela de São João das Vaginhas foi construída no meio de um olival tendo o proprietário cedido o terreno gratuitamente.

Como o Entroncamento se desenvolvesse de dia para dia, cada vez mais se foi fazendo sentir a necessidade de assistência espiritual o mais amiúde possível. Para tal, entendeu-se por bem que na Capela de São João se celebrasse Missa aos Domingos e dias santificados, provendo a essas necessidades os párocos das paróquias de Atalaia e da Golegã. 

Solicitou-se então ao Cardeal Patriarca de Lisboa (1919) a autorização para que qualquer sacerdote na qualidade de capelão pudesse ali celebrar missa de 15 em 15 dias. Os casamentos e baptizados continuaram a ser realizados na Igreja de Atalaia ou na Capela da Cardiga. 

Mais tarde houve uma evolução da situação e começaram a realizar-se os baptismos na Capela de São João, no dia da sua festividade. Os primeiros tiveram lugar em Junho de 1920. Nesse dia realizaram-se seis baptismos. 

Desde então, o povo do Entroncamento, verificou-se a seguinte atitude: os pais mais preocupados com o baptismo dos seus filhos levavam-nos a baptizar durante o ano à Capela da Cardiga ou à Igreja da Atalaia, no entanto um grande número esperava pela festa de São João e só neste dia, único em que durante o ano se faziam baptismos na capela, levavam lá os filhos a receber o sacramento. Assim se explica como se chegaram a fazer dezenas de baptismos no dia de São João. 

Com licença especial do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Mendes Belo, passaram-se, também, a celebrar casamentos na Capela das Vaginhas. O primeiro foi o de José Cipriano e Solange da Silva Alfaro, realizado no dia 20/08/1921. 
Em 25 de Agosto de 1926, o Entroncamento é elevado a freguesia, pelo Decreto Lei Nº 12.192, ficando a pertencer a um só concelho, o da Barquinha, já que antes a nossa terra se encontrava dividida entre duas freguesias: a parte poente da linha férrea pertencia à freguesia de Santiago (concelho de Torres Novas), a parte a Nascente da linha pertencia à freguesia da Atalaia (concelho de Vila Nova da Barquinha). 
Em 1927, a nova freguesia civil foi reconhecida pelas entidades eclesiásticas e, por falta de templo próprio, passou todo o serviço de culto a realizar-se na capelinha de São João Baptista, nas Vaginhas, onde aliás grande parte dos entroncamentenses havia muito tempo assistiam aos actos religiosos. O Patriarcado de Lisboa, como não podia deixar de ser, consagrou a freguesia de Entroncamento ao orago das Vaginhas, São João Baptista. 

A sua estrutura arquitectónica é bastante simples, apresenta apenas uma nave. duas janelas iluminam a capela a meio da nave. O sino da capela está suspenso, no exterior, num arco de volta perfeita, situado na parede lateral direita. 

 

Chegando a estar à beira da ruína, a reconstrução de 1982/83, devolveu à Capela de São João Baptista a sua vitalidade. 

Retirado de “Os Casais das Vaginhas”, de Luís Miguel Preto Batista

 
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IGREJA MATRIZ DO ENTRONCAMENTO

IGREJA MATRIZ DO ENTRONCAMENTO

A 7 de Novembro de 1937 o Cardeal Patriarca de Lisboa, na sua primeira visita ao Entroncamento (que ainda não era paróquia), lançou a primeira pedra daquela que seria a Igreja Matriz do Entroncamento. As obras começaram no dia 2 de Fevereiro de 1938.

Estava previsto que o Entroncamento fosse paróquia aquando da inauguração da nova igreja, mas o Pároco (Pe. Martinho Gonçalves Mourão) pediu ao Senhor Patriarca a criação da paróquia, visto que a Capela de S. João já era praticamente sede de paróquia e convinha que o Entroncamento, tivesse o seu registo religioso, em vista da quantidade da população.

Diga-se que só o número de actos religiosos realizados nesta capela superavam os das paróquias de Atalaia, Barquinha e Tancos todos juntos.

Em 2 de Fevereiro de 1939 o Entroncamento começou a marcar como paróquia própria, sendo seu primeiro pároco o Pe. Martinho Mourão.

Dado que a Capela de S. João parecia cada vez mais pequena, em 7 de Janeiro de 1940 iniciaram-se os baptismos na nova igreja paroquial, ainda em construção. Foi naquele dia baptizado Albino Augusto, filho de António Dias e Lucinda de Jesus Sousa. O primeiro casamento aconteceu em 22 de Janeiro de 1940. O novo casal era composto por Manuel dos Santos e Esperança Nunes Branco.

Antes disto, em 30 de Maio de 1938 já lá tinha sido rezada Missa, com procissão, para despedida do mês de Maria. Em 2 de Outubro do referido ano celebrou-se a primeira Comunhão de crianças. Nessa mesma noite fez-se a primeira grande procissão de velas.

Aos 7 dias do mês de Julho de 1940, o Cardeal Patriarca (D. Manuel Gonçalves Cerejeira), benze e inaugura a Igreja Paroquial do Entroncamento, dedicada à Sagrada Família.

Para a sua construção foi constituída uma Corporação Fabriqueira, de modo a angariar fundos. O seu custo foi de cerca de 600 contos. Desta Corporação faziam parte o Pe. Martinho Gonçalves Mourão, D. António da Cunha e Luís Falcão de Sommer. Contribuíram também as Sras. D. Branca Falcão de Sommer d`Andrade, D. Fernanda Falcão Sommer de Melo e D. Maria Isabel Falcão Trigoso. A C.P., o Estado Novo e o Sr. Cardeal Patriarca também deram a sua contribuição.

A igreja foi construída em terreno cedido para o efeito pela Quinta da Ponte da Pedra, na pessoa da D. Maria Isabel Falcão Trigoso. O projecto foi concebido pelo Dr. Ruy d'Andrade, arquitecto amador, tendo sido o autor oficial o arquitecto Raul Caeiro. Dirigiram as obras o arquitecto António Lino e o Eng. Américo Macedo. 
 

Retirado de “Elementos para a História da Paróquia do Entroncamento”, de
Pe. Martinho Gonçalves Mourão

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GENERALIDADES

 

 

Município: Entroncamento

Área da Freguesia: 4,6 Km2

População: A População da Freguesia de São João Baptista do concelho do Entroncamento reveste-se de características muito especiais, que se prendem essencialmente com os hábitos e costumes das regiões de onde são originários os seus habitantes, pois no Entroncamento habitam pessoas, praticamente de todos os pontos do País.

Segundo os dados fornecidos pelos Censos de 2001, a cidade do Entroncamento, à data, apenas com uma freguesia, acolhia 18.173 residentes dos quais 15.154 eram eleitores recenseados, apresentando a maior taxa de crescimento demográfico e a maior densidade populacional do distrito de Santarém. Cerca de 16,5 % dos habitantes eram crianças e jovens menores de quinze anos, correspondendo 69 % à percentagem de adultos em idade activa. No que concerne aos idosos, representavam cerca de 14,5 % da população local.

Actualmente estima-se que habitem na Freguesia cerca de 11.000 pessoas, onde 7.079 se encontram recenseadas. (Dados de Janeiro de 2007).


Actividades Económicas: Comércio, construção civil, transportes, transformação de mármores, mobiliário, cerâmica e serviços.


Feiras, Festas e Romarias:
- Mercado diário, excepto à 2ª. Feira
- Feira semanal, aos sábados.
- Feira de coleccionismo e velharias, ao 1º. Domingo de cada mês
- Festas da cidade e de S. João,
(na semana, que coincidir com o dia, 24 de Junho,
dedicado a S. João Baptista).


Património cultural e edificado: Igreja matriz, Capela de S. João Baptista, Chafariz do Largo das Vaginhas, Centro de formação da FERNAVE, locomotivas a vapor e cruzeiro no Largo da Igreja Matriz.


Artesanato: A cultura de um povo é também traduzida pelo artesanato, e a freguesia de S. João Baptista do Entroncamento não constitui excepção.

O tipo de artesanato que é feito no Entroncamento é bastante rico e variado, reflectindo influências de outras regiões do País. 
Muitos artesãos executam as suas peças por passatempo, outros fazem-no pelo prazer de dar continuidade a certas tradições para que não se percam no tempo.
- As peças do nosso artesanato local já foram apreciadas por todo o País, tendo os nossos artesãos participado em diversas Mostras e Feiras de Artesanato.
Apesar da heterogeneidade da população, o Entroncamento reúne um número considerável de artesãos que trouxeram consigo o gosto pelo rústico e a vontade de dinamizar o concelho, assim começaram a executar vários tipos de trabalhos, entre eles encontram-se: os bonecos de madeira; a pintura de painéis de azulejos e loiças decorativas; bordados, rendas, Arraiolos, ponto cruz; bonecas de malha, bordados a matiz e registos; pintura em porcelana, vidro, tela tecido e artes decorativas; arte aplicada; trabalhos em pele; casas de barro em miniatura e tecelagem.


Colectividades: Associação de Amigos do Museu Nacional Ferroviário, Associação do Clube de Caçadores do Entroncamento, Associação dos Escoteiros de Portugal – Grupo 84, Casa do Benfica no Entroncamento, Clube Amador de Desportos do Entroncamento, Clube Amador de Pesca do Entroncamento, Clube de Arqueiros e Besteiros do Entroncamento, Clube de Campismo do Entroncamento, Clube Columbófilo Asas do Entroncamento, Clube Ornitófilo Ribatejano, Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento 542, Encoprof – Associação de Professores, Grupo Alternativo à Rotina do Entroncamento, Grupo Desportivo Ferroviários do Entroncamento, Grupo Recreativo 1º. De Outubro de 1911, Núcleo de Andebol do Entroncamento, Núcleo Sportinguista no Entroncamento, Orfeão do Entroncamento, Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento – Hospital; Rotary Clube do Entroncamento, União de Futebol do Entroncamento.


Gastronomia: Na cidade do Entroncamento existe uma gama muito variada, quer em quantidade, quer em qualidade, de estabelecimentos de restauração, onde os visitantes podem ficar a conhecer os sabores da gastronomia local. Esta freguesia é detentora de uma gastronomia peculiar que se caracteriza pela mistura de sabores oriundos de várias partes do País. Como produto oriundo do Entroncamento registam-se os tradicionais bolos chamados “Ferroviários”, que são confeccionados com os seguintes ingredientes: massa tenra, calda de açúcar, ovos, farinha, puré de feijão e amêndoa.


Bebidas: Recomenda-se o Vinho Frisante “Magos” e o Vinho Espumante produzido em cuba fechada, por uma empresa desta Freguesia.

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